Posts Tagged ‘Educação’

Por que gostamos de música ?

17/08/2010

Na revista Veja de 10 de janeiro de 2010, há um artigo interessante que tenta responder à pergunta: Por que fazemos e gostamos de música? O livro que o artigo toma como base é This Is Your Brain on Music [Esse é seu cérebro na música], lançado no ano anterior nos Estados Unidos. Seu autor, o neurocientista americano Daniel Levitin, da Universidade McGill, em Montreal, Canadá, comandou uma equipe que realizou exames de ressonância magnética no cérebro de 13 pessoas enquanto elas ouviam música. “O resultado do trabalho é a mais detalhada descrição já obtida pela ciência da – para usar as palavras de Levitin – ‘refinada orquestração entre várias regiões do cérebro’ envolvidas na ‘coreografia musical’”, diz Rosana Zakabi, autora da matéria.

Segundo Veja, a equipe de Levitin desvendou processos neurológicos que até então tinham escapado aos pesquisadores. Um dos mais surpreendentes é que a percepção musical não é resultado do trabalho de uma área específica do cérebro, como ocorre com muitas atividades, mas da colaboração simultânea de grande quantidade de sistemas neurológicos.

“Uma conclusão da pesquisa é que muito do que se imagina ser o som do mundo exterior ocorre na verdade dentro do cérebro. As moléculas de ar que fazem vibrar nossos tímpanos não têm em si as variações entre sons graves e agudos. Elas oscilam numa determinada frequência que o cérebro mede; a partir disso, ele constrói uma representação interna com variações de tonalidade sonora. É similar ao que acontece com as ondas de luz, que são desprovidas de cor. É o cérebro e o olho que constroem as cores medindo a frequência das ondas. Levitin nota que o cérebro não apenas produz uma representação interna do som, mas também lhe dá significado.”

O cientista descobriu que, quando ouvimos música, o ouvido envia o som não apenas para regiões especializadas do cérebro, mas também para o cerebelo, que se “sincroniza” com o ritmo, tornando possível acompanhar a melodia. Interessante é que o cerebelo parece ter prazer no processo de sincronização.

Essa descrição técnica não lhe soa como design inteligente?

Que vantagem evolutiva a apreciação estética trouxe ao ser humano? Por que gostamos de música e fazemos música? A resposta seria talvez: Porque fomos criados para gostar dela. Creio que sim.

Fonte: Michelson Borges

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Escolha e a próxima geração

06/07/2010

“Em suas advertências, Deus não quis dizer que os filhos seriam compelidos a sofrer pelos pecados dos seus pais, mas que o exemplo dos pais seria imitado por seus filhos. Se filhos de pais maus servissem a Deus e fizessem justiça, Ele recompensaria sua conduta correta. Mas os efeitos de uma vida depravada por parte dos pais são frequentemente herdados pelos filhos. Eles seguem os passos de seus pais. O exemplo pecaminoso tem sua influência de pai para filho, até a terceira e quarta gerações. Se os pais cedem a apetites pervertidos, ele verão, em quase todo caso, os mesmos reproduzidos em seus filhos. Estes desenvolverão caracteres semelhantes aos de seus pais. Se os pais são continuamente rebeldes, e propensos a anular a Lei de Deus por preceito e exemplo, os filhos geralmente seguirão o mesmo curso. O exemplo de pais tementes a Deus, que respeitam e honram por seu próprio curso de ação o código de justiça de Deus, será imitado por seus filhos e pelos filhos de seus filhos; e assim a influência é percebida de geração a geração. Os mandamentos de Deus são penosos apenas para aqules que não os observam (Signs of the Times, 3 de junho de 1880).

Que os velhos e jovens se lembrem de que para toda violação das leis da vida a natureza pronunciará seu protesto. A penalidade ocorrerá sobre a mente bem como sobre as faculdades físicas. E isso não se encerra com o culpado leviano. Os efeitos de suas transgressões são vistos em sua decendência. Desse modo, males hereditários são transmitidos até a terceira e quarta geração (Signs of the Times, 2 de março de 1882).

A Bíblia declara que os pecados dos pais são visitados nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que odeiam a Deus. Muitos se surpreendem com esta de declaração, mas ela pode ser compreendida. O pai que semeia iniquidade educa seus filhos para semear iniquidade, pois através da observação dos olhos e da audição dos ouvidos os filhos receberão semente que dará uma colheita da infelicidade, a menos que rendam o coração às influências divinas fora de sua própria família. Aqueles que se aplicam a fazer o mal podem continuar sua obra com atrevido desafio a Deus, mas a influência de sua incredulidade e impenitência se estenderão além de sua própria geração. O tipo de educação que pessoas más dão a seus filhos perpetuam princípios e hábitos impiedosos. Os filhos serão contrários à religião, não reconhecerão as reinvindicações de Deus sobre eles, e quando atingirem a maturidade, se apresentarão com ímpios caracteres, hostis a Cristo e às exigências da Lei de Deus (Signs of the Times, 27 de abril de 1891).

De geração a geração  a negligência dos pais é perpetuada. Os males não corrigidos em uma criança são vistos nos filhos dos filhos. Pais, o pecado que vocês permitem que seu filho acaricie pode resultar na ruína de famílias até a terceira e quarta geração. Permitir que uma criança cresça com tendências para o mal não corrigidas é um erro que nunca pode ser desfeito. Mas criar os filhos na educação e admoestação de Senhor é uma obra que dará fruto para justiça eterna (Signs of the Times, 11 de dezembro de 1901).”

Fonte: Comentários da Ellen G. White sobre a Lição da Escola Sabatina dos Adultos, Saúde e Cura, p.14 e 15

A bondade

01/07/2010

“…. Até mesmo a bondade deve ter seus limites. A autoridade deve ser mantida mediante firme severidade, ou será recebida por muitos com zombaria e desdém. A assim chamada tolerância, lisonja, e indulgência, usadas para com a juventude por pais e responsáveis, é um dos piores males que lhes pode sobrevir. Em toda família, firmeza, decisão, exigências positivas, são essenciais.

A reverência, que faltava aos jovens que zombaram de Eliseu, é uma graça que deve ser cuidadosamente acariciada. Cada criança deve ser ensinada a mostrar verdadeira reverência para com Deus. Jamais deve o Seu nome ser pronunciado leviana ou irrefletidamente. Anjos, ao pronuciarem aquele nome, velam o rosto. Com que reverência não devemos nós, que somos caídos e pecadores, tomá-lo em nossos lábios!

Deve-se mostrar respeito para com os representantes de Deus – pastores, professores, pais, os quais são chamados para falarem e agirem em Seu lugar. No respeito que lhes é manifestado, Deus é honrado.

A cortesia, também, é uma das graças do Espírito, e deve ser cultivada por todos. Ela tem poder para abrandar as naturezas que sem ela se desenvolveriam desgraciosas e rudes. Os que professam ser seguidores de Cristo, e são ao mesmo tempo ríspidos, desamáveis e descorteses, não têm aprendido de Jesus. Sua sinceridade pode não ser passível de dúvida, sua retidão pode ser indiscutível; mas sinceridade e retidão não se harmonizam com falta de bondade e de cortesia.”

Fonte: Ellen G. White, Profetas e Reis, p.120,121.

Dica de filme: Escritores da Liberdade

04/11/2009

escritoresQuem é você? E as pessoas com as quais todo o dia interage? Com que profundidade conhece os seus colegas de trabalho? Se atua em educação, quais são as informações que possui a respeito de seus alunos? Normalmente temos apenas uma visão superficial e pouco clara da maior parte dos relacionamentos que estabelecemos ao longo de nossas existências. E será que estamos preocupados com isso?

Em se tratando de escolas, por exemplo, em muitos casos parece que o nosso único dever é o de ministrar aulas, passar conteúdos, preencher cadernetas, corrigir provas, cumprir cronogramas e planejamentos. O que não parece muito diferente daquilo que acontece em tantos outros setores produtivos da sociedade, sejam eles hospitais ou escritórios, fábricas ou lojas,…

Bater cartão, cumprir responsabilidades variadas, entregar resultados e atingir metas. Viver dentro de um sistema em que a meritocracia é o principal indicador de valor social nos distancia cada vez mais uns dos outros e, aos poucos, vai minando (a ponto de destruir em certos casos) a nossa humanidade. Devo esclarecer, dede já, que não sou contrário à produtividade, ao ganho, ao crescimento profissional e ao desenvolvimento econômico de pessoas, empresas e países.

No entanto creio que todos têm que ponderar questões e situações do mundo real que afetam a coletividade e que colocam barreiras e criam problemas a nossa existência. O debate sobre o aquecimento global, por exemplo, é um caso mais do que premente e fundamental para a existência de todas as formas de vida residentes nesse planeta. Da mesma forma, enquanto não nos preocuparmos sinceramente uns com os outros, iniciando essa ação a partir das pessoas que nos são mais próximas e presentes, como podemos imaginar que as questões globais poderão ser resolvidas?

“Escritores da Liberdade”, filme do diretor Richard LaGravenese, estrelado pela talentosa atriz Hillary Swank (duas vezes premiada com o Oscar, pelos filmes “Menina de Ouro” e “Meninos não choram”), baseado em história real, nos coloca em contato com uma experiência das mais enriquecedoras e necessárias. Sua trama gira em torno da necessidade de criarmos vínculos reais em sala de aula, conhecendo nossos alunos, despertando para suas histórias de vida, entendendo o que os motiva a ser as pessoas que são.

Emocionante relato de uma experiência bem-sucedida que ainda está em desenvolvimento, “Escritores da Liberdade” tem tudo para se tornar um novo libelo do cinema em prol da educação mais efetiva (como “Sociedade dos Poetas Mortos” ou “A corrente do Bem”), onde se respeitam alunos e professores e também em que as pessoas se percebem em suas particularidades e se permitem construir, conjuntamente, como aliados, um futuro melhor para todos. Imperdível!

Cansada do trabalho em empresas que desenvolvia até aquele momento e desiludida quanto às possibilidades de crescimento e realização pessoal naquele âmbito profissional, a jovem Erin Gruwell (Hillary Swank) resolve mudar de ares e dedicar-se à educação. Assume então uma turma de alunos problemáticos de uma escola que não está nem um pouco disposta a investir ou mesmo acreditar naqueles garotos.

A pecha de turma difícil, pouco afeita aos estudos e que vai à escola apenas para “cumprir tabela” se mostra, no começo da relação entre a nova professora e os alunos, uma realidade. O grupo, formado por jovens de diferentes origens étnicas (orientais, latinos e negros), demonstra intolerância e resistência à interação, preferindo isolar-se em guetos dentro da própria sala de aula.

A nova professora é vista por todos como representante do domínio dos brancos nos Estados Unidos. Os estudantes a entendem como responsável por fazer com que eles se sujeitem à dominação dos valores dos brancos perpetrados nas escolas. Suas iniciativas para conseguir quebrar essas barreiras aos relacionamentos dentro da sala de aula vão, uma a uma, resultando em frustrações.

Apesar de aos poucos demonstrar desânimo em relação às chances de êxito no trabalho com aquele grupo, Erin não desiste de sua empreitada. Mesmo não contando com o apoio da direção da escola e dos demais professores, ela acredita que há possibilidades reais de superar as mazelas sociais e étnicas ali existentes. Para isso, cria um projeto de leitura e escrita, iniciado com o livro O Diário de Anne Frank, em que os alunos poderão registrar em cadernos personalizados o que quiserem sobre suas vidas, relações, interações, idéias de mundo, leituras…

Ao criar um elo de contato com o mundo, Erin fornece aos alunos um elemento real de comunicação que lhes permite se libertar de seus medos, anseios, aflições e inseguranças. Partindo do exemplo de Anne Frank, menina judia alemã, branca como a professora, que sofreu perseguições por parte dos nazistas até perder a vida durante a 2ª Guerra Mundial, Erin consegue mostrar aos alunos que os impedimentos e situações de exclusão e preconceito podem afetar a todos, independentemente da cor da pele, da origem étnica, da religião, do saldo bancário.

“Escritores da Liberdade” é uma fabulosa história de vida que nos mostra como as palavras podem emancipar as pessoas e de que forma a educação, a cultura e o conhecimento são as bases para que um mundo melhor realmente aconteça e se efetive.

Lições:

1. Ame ao próximo como a si mesmo.O ensino cristão baseado nas palavras de Jesus Cristo não é devidamente compreendido como deveria. As pessoas costumam levar as palavras ao pé da letra e associar esse breve e profundo enunciado ao verbo amar em seu sentido mais literal. Poucos são aqueles que extrapolam a compreensão mais imediata do vocábulo e o entendem, nesse contexto, como respeitar o próximo, tratá-lo com decência ou ainda admitir as diferenças e valorizá-las como parte da diversidade humana que nos leva ao crescimento. Parece que sempre queremos impor princípios, modelos, práticas e ações que levem os demais a serem parecidos conosco. Falamos em demasia e escutamos muito pouco. As próprias escolas, em particular aquelas que ainda baseiam sua ação quase que exclusivamente no modelo mais tradicional de educação, realizam monólogos e dão pouca vazão ao conhecimento e à história de vida dos alunos. Desvaloriza-se tudo aquilo que o estudante tem de experiência ao mesmo tempo em que se lhes impõe, goela abaixo, saberes que são considerados “essenciais” aos mesmos… Será que não está na hora de rever tudo isso?

2. A intolerância é, sabidamente, cultural. É um conceito construído ao longo de nossas existências. A tolerância, em contrapartida, parece nascer com cada ser humano. As crianças constituem o maior exemplo disso. Não há cerceamentos e restrições no contato com outros seres humanos entre os pequenos. Para eles, o importante é interargir, brincar, trocar, tocar, abraçar, jogar… Será que podemos aprender as lições das crianças?

3. Ler e escrever são elementos básicos da civilidade. Projetos de leitura, atividades de produção escrita regular, valorização dos livros e da literatura, espaços para a divulgação daquilo que está sendo produzido nas escolas pelos alunos no que tange a textos ou ainda à ampliação dos espaços de leitura são realidades e preocupações que vemos em nossas escolas?

(João Luís Almeida Machado, editor do Portal Planeta Educação, doutorando pela PUC-SP no programa Educação: Currículo, mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie(SP), professor universitário e pesquisador)

Nota: É um ótimo filme, mas não deve ser visto por crianças, uma vez que contém cenas de violência e descrição de realidades que exigem certa maturidade de quem o assiste.

Fonte: Michelson Borges

Enem e o Sábado!

10/07/2009

Os candidatos que se inscreverem no Enem 2009 (Exame Nacional do Ensino Médio) e forem participantes de religiões para as quais o sábado deve ser guardado vão poder fazer a prova do dia 3 de outubro após o final do dia. O esquema especial foi divulgado nesta quinta (9) no site do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).

  • 43 federais decidiram adotar o Enem 2009

    Segundo o Inep, que é responsável pela prova, “os inscritos deverão comparecer aos locais de prova junto com os demais, mas poderão aguardar em local próprio e só começar a responder aos cadernos de questões após o final do dia”. Os portões serão abertos às 12h e fechados às 12h55.

    O órgão informa ainda que para “melhor atendimento e operacionalização do processo”, os sabatistas devem informar sobre sua condição no sistema de inscrições do Enem 2009. “Ao preencher a ficha eletrônica, basta que o participante declare que necessita de atendimento especial”, diz o comunicado.

    Caso o candidato já tenha feito a inscrição, mas não tenha informado sua condição, ele ainda pode fazê-lo no sistema de acompanhamento até o dia 17 de julho, data final das inscrições.

    Enem 2009

    O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2009 terá 180 questões e tempo de duração total de 10h, sendo 4h30 no primeiro dia e 5h30 no segundo.

    No primeiro dia de exame (3/10), haverá provas de ciências da natureza e suas tecnologias e, depois, ciências humanas e suas tecnologias. Nesse dia, os candidatos terão 4h30 para resolver as questões.

    No segundo dia (4/10), serão aplicadas a prova de linguagens, códigos e suas tecnologias, que inclui a redação, e a prova de matemática e suas tecnologias. Os estudantes terão 5h30 para a resolução dos exames desse dia.

    Ao se inscrever para a prova, o estudante terá o direito de optar por cinco cursos e instituições e, de acordo com a nota, simular a posição no curso pretendido, em comparação com as notas dos demais concorrentes. No sistema unificado, os pesos das provas podem ser diferentes, caso a instituição queira.

    As universidades federais puderam optar ainda por outras três formas de adesão ao Enem 2009. São elas: substituir apenas a primeira fase do vestibular pelo Enem; combinar a nota do Enem com a nota do vestibular tradicional (nesta modalidade, a universidade fica livre para decidir um percentual do Enem que será utilizado na média definitiva); usar o Enem como fase única apenas para as vagas ociosas da universidade.

  • Fonte: UOL – 9/7/2009 – 16h48