Dica de Leitura: Coletânia reúne cartas de Galileu Galilei

galileu“Ciência e Fé – Cartas de Galileu é um livro sobre o acordo do sistema copernicano com a Bíblia e apresenta a argumentação do astrônomo italiano sobre o papel da interpretação científica e religiosa. Traduzida diretamente dos documentos originais por Carlos Arthur do Nascimento, especialista em filosofia e história medieval, a compilação das famosas cartas copérnicas de Galileu mostra a discussão dele com representantes da nobreza e do clero do século 17 sobre a ideia de que a Terra gira em torno do Sol. Os diversos documentos apresentados no livro foram produzidos entre 1613 e 1616, entre cartas e comentários enviados pelo próprio Galileu a nobres. Nos textos, o astrônomo traz suas conclusões científicas, fundamentadas em estudos empíricos. Ao mesmo tempo, atesta a validade dos ensinamentos bíblicos, uma vez que os considera essenciais para a construção moral e religiosa do povo, sem acreditar, entretanto, que devam ser interpretados à luz das ciências da natureza.

Além das cartas, Ciência e Fé traz comentários de Galileu sobre os estudos de Nicolau Copérnico (1473-1543) e de sua teoria heliocêntrica documentados nas três Considerações sobre a opinião copernicana. Em decorrência de sua convicção nessa teoria – por ele comprovada, ao estudar as fases de Vênus – o astrônomo foi considerado um herege pela Inquisição católica pouco tempo depois.

Entre os textos reunidos no livro, estão também registros dos pensamentos da igreja em relação às conclusões do cientista, em carta do cardeal Roberto Belarmino, então consultor do Papa para assuntos da Inquisição. Há, ainda, o decreto da Congregação do Índice, que proibiu a publicação dos estudos de Copérnico sobre a teoria heliocêntrica.

Nota: Nunca é demais lembrar que Galileu discordou do entendimento/dogma católico importado de Aristóteles, segundo o qual a Terra seria o centro do Universo. O italiano nunca foi contra a Bíblia, até porque as Escrituras não advogam o geocentrismo, por mais que alguns críticos modernos tentem forçar essa conclusão. Além disso, a vitória foi, sim, da razão, mas da razão de um homem só contra o ‘consenso’ da Akademia de sua época que era aristotélica e, por inveja, entregou Galileu à Igreja, a detentora do poder temporal de então. Foi baseada nesse aval da comunidade científica que a Igreja condenou Galileu. Mas essa versão da história eles não contam…”

Fonte: Michelson Borges

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