Experiência missionária:Ruanda e o genocídio

ruanda

Ruanda é um país localizado no interior da África. Faz fronteira ao norte com Uganda, ao sul e a leste com Tanzânia e a oeste com a República Democrática do Congo. A fronteira com a República Democrática do Congo está estabelecida em grande parte pelo lago Kivu. A elevada altitude de Ruanda torna o clima temperado. É um país muito acidentado, com muitas montanhas e vales, pelos quais é conhecido como o “país das mil colinas”. Abriga parte dos “gorilas de montanha”, que estão em extinção.

Ruanda tem aproximadamente 8 milhões de habitantes. Sua capital é Kigali e a principal religião é o catolicismo. Menos de 10% da população é adventista e atualmente há pouco menos de 2 mil igrejas adventistas no país.

As exportações de Ruanda se resumem em café e chá. Trata-se é um país rural com aproximadamente 90% da população trabalhando na agricultura. É o país mais densamente povoado da África, tem poucos recursos naturais e um setor industrial extremamente pequeno. Existem três idiomas oficiais: inglês, francês e kinyaruanda (idioma nacional e também o mais falado).

Em 1994 as tropas hutus, chamadas Interahamwe, acentuaram seus treinamentos e foram mais equipadas pelo exército ruandês com o objetivo de confrontar os tutsis. Em 6 de abril de 1994, Juvénal Habyarimana e Cyprien Ntaryamira, o presidente do Burundi, foram assassinados quando o avião em que estavam foi atingido enquanto aterrissava em Kigali. Durante os três meses seguintes, os militares e as tropas hutus mataram cerca de um milhão de tutsis e hutus oposicionistas, naquilo que ficou conhecido como o Genocídio de Ruanda.

Um dos grandes motivadores do massacre que houve em Ruanda foi a Radio Télévision Libre de Mille Collines (RTLM), dirigida pelas facções hutus mais extremas. As mensagens da rádio focavam nas diferenças que separavam ambos os grupos étnicos e, à medida que o conflito avançava, os apelos à confrontação e à “caça dos tutsi” tornaram-se mais explícitos.

Quase cada uma das mulheres que sobreviveram ao genocídio foi estuprada. Muitas contraíram HIV/aids e ainda engravidaram. Hoje o país tem um grande número de órfãos e pessoas com aids. Apesar do ódio e rancor que existe ainda entre as tribos e famílias, o país, a Igreja e a Adra têm somado esforços para promover a união e reconciliação do povo ruandês. Por isso, viver e trabalhar em Ruanda foi um grande desafio, por ser um país que ainda está completamente mergulhado em tristezas e traumas.

Em 2005 trabalhei em Ruanda como coordenadora de Relações Públicas da Adra.

Simone Azevedo

E então, se sente abençoado?

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Uma resposta to “Experiência missionária:Ruanda e o genocídio”

  1. Ada Says:

    Sonho com uma oportunidade como esta que a Simone teve… trabalhar pra Deus ajudando pessoas tão necessitadas… um dia Deus vai me permitir realizar, mesmo que por pouco tempo…

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