Eu quero religião show!

Pastor LoveJoy - Os SimpsonsO modelo para o pastor contemporâneo não é mais o profeta nem o ministro tradicional, é o executivo de corporação, o político ou, ainda pior, o apresentador de programas de “bate-papo” na televisão. A maioria das igrejas contemporâneas estão preocupadas com índices de audiência, pesquisas de popularidade, imagem corporativa, estatísticas de crescimento, lucro financeiro, pesquisas de opinião pública, gráficos populacionais, dados de recenseamento, tendências da moda, status das celebridades, a lista dos dez mais e outras questões pragmáticas.

O que está desaparecendo é a paixão da igreja pela pureza e pela verdade. Ninguém parece se importar, desde que a reação das pessoas seja entusiástica. Até que ponto a igreja irá em sua competição com Hollywood? Uma grande igreja do sudoeste dos Estados Unidos acaba de instalar um sistema de efeitos especiais, que custou meio milhão de dólares, capaz de produzir fumaça, fogo, faíscas e luzes de lazer no auditório. A igreja enviou alguns de seus membros para estudar, ao vivo, os efeitos especiais de Bally’s Casino, em Las Vegas.

O pastor terminou um dos cultos sendo elevado ao “céu” por meio de fios invisíveis que o tiraram da vista do auditório, enquanto o coral e a orquestra adicionavam um toque musical à fumaça, ao fogo e ao jogo de luzes. Para aquele pastor, tudo não passou de um típico show dominical: Ele lota a sua igreja através desses artifícios especiais, tais como realizar o maior espetáculo de fogos do 4 de julho da cidade e um culto de Natal com um elefante, um canguru e uma zebra alugados.

O Show de Natal apresenta 100 palhaços com presentes para as crianças da igreja. Nas Escrituras, nada indica que a igreja deveria atrair as pessoas a virem a Cristo apenas por apresentarmos o Cristianismo como uma opção atrativa. Quanto ao evangelho, nada é opcional: “E não há salvação em nenhum outro; porque debaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4:12). Tampouco o evangelho tem o objetivo de ser atraente, no sentido do marketing moderno.

Conforme já salientamos, freqüentemente a mensagem do evangelho é uma “pedra de tropeço e rocha de escândalo” (Romanos 9:33; 1Pedro 2:8). O evangelho é perturbador, chocante, transtornador, confrontador, produz convicção de pecado e é ofensivo ao orgulho humano. Não há como “fazer marketing” do evangelho bíblico. Aqueles que procuram remover a ofensa, ao torná-lo entretenedor, inevitavelmente corrompem e obscurecem os pontos cruciais da mensagem. A igreja precisa reconhecer que sua missão nunca foi a de relações públicas ou de vendas; fomos chamados a um viver santo, a declarar a inadulterada verdade de Deus – de forma amorosa, mas sem comprometê-la – a um mundo que não crê.

E quando, em cima disso, músicos, ventrílocos, palhaços, atiradores de facas, lutadores profissionais, levantadores de peso, comediantes, dançarinos, malabaristas de circo, atores e celebridades do “Show Business” assumem o lugar do pregador, a mensagem do evangelho recebe um golpe catastrófico: “E como ouvirão, se não há quem pregue?” (Romanos 10:14). Creio que podemos ser criativos e inovadores quanto à forma de apresentarmos o evangelho, mas precisamos ter o cuidado de harmonizar nossos métodos com as profundas verdades espirituais que estamos procurando transmitir. É muito fácil trivializarmos a mensagem sagrada. Precisamos fazer com que a mensagem, e não o veículo em si, seja o cerne daquilo que desejamos comunicar ao auditório.

Via: Púlpito Cristão

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2 Respostas to “Eu quero religião show!”

  1. Ada Says:

    Como é importante despertarmos essa consciência das mudanças que as igrejas sofrerão no tempo do fim… tudo isso vai se tornar tão intenso que vamos ter dificuldades em discernir se estamos ou não no caminho certo. Vamos parecer atrasados, obsoletos e excessivamente tradicionais…
    Mas, que o amor pela VERDADE guie nossa razão e sentimentos… que não sejamos levados pelos “ventos” que surgirão como verdadeiros tornados para nos tirar do caminho… e que o “assim diz o Senhor” não seja tirado dos nossos lábios e do nosso coração… Maranata!!!

  2. Paulinha Says:

    Foi mostrado um extremo, facilmente distinguível como um engano, mas o que falar dos sermões não-cristocêntricos, vazios e muitas vezes sem sentido?? Ou a falta de reverência na casa de Deus??
    Infelizmente muitos vão a igreja para um encontro social e não para adorar a Deus….isso para mim é o mais chocante…..Este foi apenas um exemplo claro, como o sol do meio-dia, do que aocntece quando vamos a igreja com outro objetivo que não é adorar a Deus!!!

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